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Autumnus

As cores do Outono

Que nos enchem os olhos e preenchem a alma

A humidade dos bosques e os seus cheiros

Parece uma magia que nos tranquiliza

O desfolhar da arvore que se despe

De forma lenta e sedutora

Como se fosse uma bela mulher

Apagam-se as cores da jovialidade

Os verdes intensos

São as folhas caídas

Com os castanhos, amarelos, laranjas e vermelhos

É o calor destas cores

O desaparecimento da clorofila

Que nos remete à charmosa meia idade

É a elegância das folhas que cobrem a estrada

O manto delgado e colorido

As formas deliciosas em que se acamam

É a paleta de cores que desafia o pintor

Como se de uma tela falássemos

É o Outono Austral, Boeal ou o Equinócio

É a magia do Outono

É a folha que baila

Como a elegante bailarina

Ao sabor do vento e com os seus encantos

Um bailado encantado

Um rodopio de imagem e cor

Que nos transporta para o imaginário

É a Deusa que levita sobre as folhas

Despida sem preconceitos

Deixando para trás o antigo

Sem pudor e com vontade

É o Outono sedutor.

Autor: O Visconde

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Desabafos

Vivemos num mundo transformado, em que que quase nada tem valores nem princípios.

Num mundo em que a mentira vale tanto quanto a verdade, em que a hipocrisia é uma constante.

Um mundo em que a honestidade e frontalidade nada vale. Um mundo sórdido…

Vemos e assistimos diariamente a aberrações, de personalidades que vociferam coisas pela boca fora, como se fosse simplesmente ar.

Nas redes sociais, atingimos o pico da idiotice, da mediocridade e da indecência.

Assisto demasiadas vezes a coisas que me criam náuseas e vómitos. Pessoas a fazer depoimentos de outros, como se fosse a maior verdade do mundo. Pessoas que desdenham, dizem mal, criticam, espezinham e, no entanto, partilham nas redes sociais as suas graças favoráveis às suas vitimas… que tristes pessoas… que tristes seres… que repugnantes….

Mas o que dizer? Vemos os seres abjetos, que abominavam certas criaturas e que agora esperam pelo nascer do dia, para colocar o seu like nas inúteis publicações das odiadas espécies. Querem ser os primeiros! Apontando o chifre, para cortar a meta em primeiro.

A espécie humana está a regredir. Ao contrário do que se pensa, está mesmo a regredir. A perder os seus valores e princípios. A honra e a verticalidade!

Os mentirosos compulsivos, nascem e crescem como cogumelos. De forma invasiva, como se de uma erva daninha se tratasse.

Com o passar dos anos, vamos conhecendo e cruzando caminhos com toda a espécie de rastejantes, de pessoas sem vergonha na cara. Pessoas que de um dia para o outro, trocam o exército onde lutam pelo exército inimigo, do clube da vida, para o cube rival, do partido que sempre defenderam para o partido que sempre criticaram, das pessoas que gostavam, para as pessoas que odiavam… Enfim.

Pessoalmente, tenho nojo desse tipo de gente, mas sei que a humanidade tem de conviver com estes parasitas.

Ouvimos os mais falsos, que se encobrem com a batina, como se de padres se tratassem, ou bispos, que espalham o “bem haja”, que hoje dizem branco e amanhã já é preto, que se tornam ridículos sem saber. Os pseudo inteligentes, que tentam ludibriar os outros, com a teoria da competência sendo os reis da imbecilidade, os alvos de chacota, de todos quanto sabem o grau de burrice e estupidez.

Os cornos mansos, que sabem que todos sabem, mas desfilam alegres e contentes quase que em disputa pelo chifre mais bonito e grandioso.

Enfim… vidas de todos nós, humanos que vamos habitando este planeta que se chama Terra.

Se ao menos uma parte de nós tiver consciência, este vírus maldito, trar-nos-á algo de positivo, como valorizar as pessoas, ser mais humano, saborear coisas que até então pareciam banais, apreciar a liberdade, olhar para as pessoas, sentir os cheiros, apreciar o toque e tudo que parece insignificante, mas que afinal tanta importância tem!

São desabafos, senhores… desabafos….

Autor: O Visconde

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Coronel Coisinha

Satirizar um boneco, um ser, alguém que merece, é um gosto e de uma gratidão grande, pois sem matéria prima, não temos produto final. Recebi a vitamina através de alguém amigo, cabendo-me a tarefa de tornar a história numa coisa engraçada.

Era uma vez um fedelho, que nasceu num berço pobre, mas que engordou com as migalhas dos outros… de esquema em esquema.. o pai lá foi governando o barco, suborno daqui, desvio dali, comissão acolá… e a coisa compunha-se!

Ficou-lhe no sangue. Cresceu e viveu à custa do regabofe, comprando o estatuto e o curso, que lhe permitiu a introdução na sociedade… vendeu a pilinha que ele acha que é grande. É aliás um tema preocupante, pois adora brincar com os amiguinhos chegados, aos tamanhos… vá lá saber-se porquê. “a minha é maior que a tua! Não não, a minha é que é!”

Bem, bichanices à parte, (parece-me que alguma coisa está mal resolvida), descobri um novo emplastro!

Circula na sociedade, principalmente na sociedade que aparece, na comunicação social, no pasquim lá da aldeia, na inauguração do boteco da esquina, ao lado do padre, a querer saltar para as cavalitas do bispo, a implorar para ser fotografado ao lado do presidente, e ser for uma patente militar? Aí está tudo perdido! Vale tudo! Até empurrar personalidades.. Estranho este fetiche…. (humm…. Discutir tamanho de pilas?? Hum??)

O fedelho cresceu e desenvolveu dotes especiais. Não daqueles que valorizamos, uma arte musical, pintura, escultura, escrita…. Não, nada disso. Desenvolveu a arte da falácia, da mentira, do flop, do enganador, do galanteador falso, do gajo que tenta vender areia no deserto, como o melhor negócio de sempre, e é o melhor negócio de sempre, apenas e só porque tem a sua chancela! Ele gosta de referenciar, sempre que mente, que o nome dele valida a aldrabice!

Este tipo de ser, faz parte da nossa sociedade e tem até alguma função, pois ajuda-nos (a nós pessoas) a criar filtros, a não acreditar que os porcos andam de bicicleta! Neste caso, senhor, ande de bicicleta, faça-se homem, lide com grupos alfa, talvez perca um pouco dessa arte de mentir…… E talvez se sinta macho, pois nesses grupos não pode brincar às pilinhas! Rapidamente aprende a ler a pauta e a conduta de um maestro!

O boneco galanteador, com o seu fato das saídas (com algum brilho adicional provocado pelo uso excessivo) e as duas gravatas que a corte determinou como clássicas, sai do covil, com o ar de quem governa o mundo, de quem é o Coronel da Fazenda, de quem tem os escravos prontos para o servir… e tem! Na aldeia, no vilareco que todos pagamos, para que tenham mordomias, manias e coutadas privadas…. Mas só aí! Quando chega ao mundo, o real, o grande, o civilizado, tudo desmorona…. Tudo desaparece…

Começa então o processo de regressão, de ser diminuído, de ser pequenino, não respeitado, enxovalhado, bobo da corte de todos, principalmente dos que supostamente seriam os serviçais e passa a ser um Zé! Um Zé ninguém! Tal e qual! Um Zé parolo. É caso para dizer “Ó Zé anda para a festa ó parolo!”

É importante que os Coronéis das fazendas imaginárias, desçam ao mundo real e se remetem à sua Real insignificância, para bem do mundo evoluído!

Até breve General Coisinha!

Autor: O Visconde

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Zaratustra

“ É preciso que estejam habituados a viver sobre montanhas – a ver de cima para baixo… É preciso que sejam íntegras nas coisas do espirito, íntegras até à dureza, para poderem ao menos suportar a minha seriedade e a minha paixão… É preciso que tenham a predestinação do labirinto… É preciso que tenham uma experiência de sete solidões… “

Friedrich Nietzsche

Os meus verdadeiros leitores, são os que têm absoluta liberdade para consigo próprio, são os leitores predestinados, o que importa o resto? O resto não é mais do que a humanidade!

São estes os tempos que vivemos… De seres sem alma, sem espirito, sem dignidade, sem personalidade e de falsos poderes.

Estamos no tempo em se apregoa a lei do retorno, pois bem, ela aí está! Com todos os requintes  de malvadez e com cobrança cabal da justiça divina da vida!

Quase apetece dizer “Carrega”.

São falsos os seres que vivem na coutada da mesquinhez intelectual, com limitações de personalidade, tiques de senhor fazendeiro das sanzalas com que sonham durante o dia e noite.

Mas já não existem estes energúmenos regionais, que se tornam desprezíveis aos olhos dos humanos! São apenas partículas de merda, que exalam maus cheiros e más energias.

São as cabras desta vida que nos fazem crescer. Quando olhamos lá de cima e vemos estas migalhas ingratas que parasitam pela vida dos humanos. São estas coisas, a que vulgarmente chamamos pessoas, que nos fazem crescer enquanto seres superiores.

Estamos num tempo de mudanças. Não são pretos nem brancos os que protestam, são animais selvagens que proliferam nesta sociedade.

Não são protesto nem direitos, é selvajaria de seres acéfalos, diminuídos e atrasados. Destruidores de cultura, arte e história. São parasitas abjetos que repugnam até o mais mísero ser.

São tempos de vergastadas, açoites e tortura! A estas “coisas” a que chamamos pessoas e que espancam de forma impune os inocentes pretos, brancos ou amarelos.

Apetece-me sempre falar do meu trabalho, sobre o reino da merda, nos canais venezianos por onde deambulam todos os dejetos que libertamos. Porque razão, estes dejetos que se auto-denominam “Grupos de Protesto” não viajam por estes canais?

É tempo de desmascarar a escumalha, separar o trigo do joio. Chamar os bois pelos nomes!

São tempos de verdade!

Apeteceu-me!

Autor – O Visconde

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Rio Livre

Observo o rio que cruza o mar

Sinto o cheiro a maresia

Ou a rio…

Esse rio que percorre as encostas

Serpenteando terras e montes

As vinhas que se deleitam

Com a sua imponência

Da nascente até à foz

Que vida transporta

O peixe, os insetos, as cobras

As folhas, as bagas, a madeira

As histórias…

Dos miúdos que brincam

Dos pescadores, dos barcos

Dos marinheiros, das mulheres

Das lavadeiras, que esfregam a roupa

Vidas que correm com as águas

Tal como a vida

Contornando os obstáculos

As dificuldades e adversidades

Até ao fim

Sempre com o mesmo destino

Sempre com o mesmo fim

O mesmo ciclo, tal como a vida

A foz ou o mar, tal como a morte

Com destino traçado

Sem fuga nem alternativa

O rio ou a vida!

Autor: O Visconde

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Informação

Infelizmente, por problemas técnicos de migração de servidor e pela total incompetência por parte da PTisp, este blog este inactivo durante algum tempo.

Situação resolvida.

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Humanóides Repugnantes

Muitas vezes, olhamos para os humanos e não sabemos o que pensar…

Um cão é fiel, amigo do seu dono e partilha um amor incondicional.

Um gato, é egoísta, vive no seu canto, mas partilha gratidão e amor.

O pássaro que está preso na gaiola, sabe quem o alimenta e agradece.

Até o peixe que está no aquário, sabe dançar na hora de ser alimentado, como agradecimento.

Mas alguns seres humanos, se é que assim o podemos dizer, são aquilo que de mais repugnante existe na sociedade.

Não só, mas também os mansos desgraçados, são a representação daquilo que não deve ser preservado na espécie humana. Representam todo o lixo humano, sem escrúpulos, sem princípios, sem verticalidade, sem honestidade, sem seriedade, sem palavra, sem orgulho e sem alma!

Este tipo de gente, que brinda, sorri e coabita com escória, é nem mais nem menos que a própria escória.

Por vezes, na nossa vida, vamos alimentando estes animais ingratos, a quem damos tudo. Confiança, ajuda, amizade, paciência e até vida!

O Nobre Visconde, declara para os devidos efeitos, que todos os mansos da coletividade, se passem a chamar de “Humanóides Repugnantes”.

Bem ajam humanos!

Autor: O Visconde

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Mansos

São mansos os cornos arrogantes

Que diabolizam os apêndices que lhes crescem

São mansos os que se vitimizam

São mansos os parvos que compram

A história do corno manso

Mansos são também as estruturas anatómicas

Que gravitam à sua volta

São mansos os que tocam a música neste instrumento

Bebam mansos, neste corno rocambolesco

Que enche com o néctar da casta

Manso é o bobo que enche o corno

Comensais gravitantes que usam o corno

Para deglutir o suco do manso

Freiras são as vacas que enganam o corno

Nas barbas e bigode do pagode

Come o pagode e o bobo

Os comensais e o povo

Manso é o que vê e não quer ver

Freira é a insaciável santa

O pagode dos mansos são os que compram

A história do manso

Lambuzam-se com a vaca da freira

E gozam o manso

Mansos são todos os cornos repenicados

Que não sabem o que é a falácia da honra

Mansos são os envaidecidos com a sua supremacia sobre o povo

São cornos mansos

Estes e outros

Que têm uma vaca freira

São mansos os cornos….

Autor: O Visconde

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Enfarta Burros Na Fanfarra

Li esta noticia num qualquer pasquim, que momentaneamente não me ocorre o nome:

“ Avisamos a população de Portugal e também da República Centro Africana, que estão todos convidados para um jantar de enfarta burros na Fanfarra dos Bombeiros!

A entrada é pelo portão do armazém, no quartel dos soldados da paz.

O organizador avisa, que se não estiverem presentes, parte as pernas e os dentes a todos! E se o número for inferior aos dez mamas de lugar cativo, esmaga os dois países!

Devem comparecer, pois temos produtos exclusivos: Banha da cobra, parafusos, super cola 3, rebuçados com sabor a mentol, chaves diversas, esfregão palha d’aço, sabão em barra, aparelhos de radiografia, batas e também a célebre pasta medicinal Couto, entre outros…

Por favor compareçam, não por medo de perder os dentes ou pernas, porque o organizador ladra mas não morde, mas porque a fanfarra é jeitosa e vale a pena assistir.

P.S.: Levem um donativo, para pagar os comes e bebes. “

Autor: O Visconde

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Os Sonhos e o Exorcismo

A propósito de sonhos…

Vamos ouvindo aqui e ali, sonidos de gentes, que emitem sons, sem sentido e sem compreensão própria.

As palavras saem, sem que o emissor as entenda, tamanha é a sua ignorância.

O Vendedor de sonhos, com a sua sapiência e experiência vem aqui desmistificar alguns segredos e interpretações desses sonhos, vulgo pesadelos.

Esses monstros que pensam que sonham, mas que de pesadelos se tratam, têm visões e miragens de proporções inimagináveis, viajam pelo universo da escuridão e da maldade, da sua pequenez disfarçada de grandeza.

Nas suas viagens doentias, imaginam coisas absurdas e de capacidade superior às suas valências, que os fazem pensar grande, dentro do seu minúsculo universo de estupidez, anormalidade e entorpecimento cerebral.

São essas tendências sobrenaturais de elevação das capacidades reais, que fazem prever o diagnóstico da miserabilidade que lhes assiste.

Nos seus prantos histéricos, gritavam aos sete ventos, que anteviam a desgraça alheia, do seu mestre, do seu dono, do seu ser, daquele que alimenta os seus pensamentos, aquele que lhes ensinou a comer, a sentar, a vestir e a sonhar! Aquele que ambicionam ser, que lhes desperta a sede, do querer ser igual ou aproximar-se do seu carisma, do seu ego, do seu Carma, da sua alma, do seu poder gigante, da sua cultura e sabedoria. Saber sentar, puxar a cadeira, abrir uma porta, ser educado, dizer obrigado, pedir desculpa, ser honesto, leal, amigo e correto. Aquele que diz o que pensa, para o bem e para o mal, mas que liberta o seu sentimento com alma e paixão.

Nesses devaneios de pesadelos, gritavam pelas almas e pelos pingos da chuva, por quem parecia mais fraco, que tinham o poder de aniquilar e de esmagar. Que pesadelo terrível esse, que os leva pelo mundo da fantasia, da loucura da sua minúscula insignificância, pensar que sonham ter o poder do seu mestre, aquele que no mundo verdadeiro, tem o dom, a sabedoria, o poder imensurável de os transformar em pó. A eles e aos demónios que os apoquentam, de os libertar no limbo para todo o sempre.

São pesadelos estes, que fazem com os pequenos seres, humanos e só humanos, pensem que os poderes materiais, como o lixo a que chamamos dinheiro, os transforme em pessoas de bem. Que erro crasso! Os bimbos são os bimbos! E sempre serão. Sair da fabela, não significa que a fabela saia deles, destes corpos e alma, possuídos pela miséria intelectual, pelo défice cognitivo e pela triste imagem com que brindam o comum dos mortais.

Se pensarmos nesta problemática doentia, de quem tem pesadelos crónicos dessa dimensão, equacionamos a possibilidade de praticar o exorcismo, de os libertar, de os descansar.

Venham, venham ao vosso líder, desabafem e contem os pesadelos, eu vos exorcizarei e só eu! Não falem com mais ninguém, não procurem almas que pensam fragilizadas, venham à fonte, venham ao Vosso Senhor!

Desmistificar sonhos e pesadelos é tarefa complicada e sábia. São viagens infindáveis pelo infinito.

Estes seres que sofrem destas pragas, têm tendência para a vitimização, para serem os coitadinhos, os bons, aqueles que ajudam e não são reconhecidos.

Mas o problema dos pesadelos ou sonhos, é a luz do dia! Quando se acorda, quando a consciência fala baixinho e de forma insistente, “ portaste-te mal “, “ não digas que foste vitima “, “ diz a verdade “….

Essa consciência é comum a todos nós, seres humanos. E todos vivemos com ela, mas de uma forma geral, nós os que não temos estes pesadelos, aceitamos de bom grado essa consciência que fala connosco e nos trás alguma serenidade.

Problema maior, é quando nesta viagens infindáveis de pesadelos, somos acompanhados por uma víbora demoníaca, com dentes afiados e acéfala. Esta víbora vai criando pequenas réplicas e disseminando os pesadelos como se de um vírus se tratasse.

Exorcizar! Exorcizar!

São estes os sonhos e pesadelos que o vendedor de sonhos trabalha.

Sendo feliz por apenas e só vender os sonhos e não os pesadelos!

Sonhem Grande!

Autor: O Visconde